Estado alcança 427 pontos na média geral e fica atrás apenas do Paraná; resultados também mostram redução da distância entre o desempenho brasileiro e o de países desenvolvidos nas últimas duas décadas
O estado de São Paulo conquistou a segunda colocação entre as 27 unidades federativas brasileiras no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025. O resultado, divulgado nesta terça-feira (8), coloca o estado atrás apenas do Paraná e evidencia um desempenho superior à média nacional nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática.
Na avaliação, São Paulo registrou 443 pontos em ciências, 434 em leitura e 404 em matemática. Os números ficaram acima dos resultados nacionais, que foram de 409 pontos em ciências, 408 em leitura e 377 em matemática.
Considerando a média geral das três áreas, São Paulo chegou a 427 pontos, enquanto o Paraná, líder do ranking nacional, alcançou 436 pontos.
O desempenho paranaense também se destacou individualmente em todas as disciplinas avaliadas. O estado registrou 461,6 pontos em ciências, 458 em leitura e 423,1 em matemática, garantindo a primeira posição entre as unidades federativas.
Ciências ganha protagonismo na avaliação
Nesta edição, o Pisa teve ciências como principal área de análise. As provas buscaram avaliar não apenas o conhecimento dos estudantes, mas também a capacidade de interpretar dados científicos, analisar evidências e compreender fenômenos relacionados a questões contemporâneas, incluindo meio ambiente e mudanças climáticas.
A avaliação considera estudantes de 15 anos matriculados a partir do 7º ano do Ensino Fundamental, independentemente da série escolar que estejam cursando.
No Brasil, 30.140 estudantes participaram da avaliação. Em São Paulo, a amostra reuniu 2.239 alunos selecionados por sorteio, permitindo traçar um panorama do desempenho dos jovens paulistas dentro dos critérios internacionais do programa.
Embora São Paulo e Paraná tenham apresentado resultados superiores à média brasileira, os números também reforçam um desafio histórico da educação nacional: diminuir a distância em relação aos sistemas educacionais de países desenvolvidos.
Brasil reduz distância ao longo de duas décadas
Apesar de o desempenho brasileiro permanecer abaixo do observado nas nações desenvolvidas, a análise dos resultados entre 2006 e 2025 revela uma redução significativa dessa diferença.
Em leitura, por exemplo, a distância caiu de 102 pontos, em 2006, para 58 pontos em 2025, representando uma redução de 44 pontos em quase duas décadas.
Movimento semelhante foi observado em matemática. A diferença, que era de 131 pontos, recuou para 92 pontos, uma diminuição de 39 pontos. Em ciências, o hiato passou de 113 para 77 pontos, redução de 36 pontos no período.
Os indicadores mostram que, embora o país ainda enfrente dificuldades para alcançar níveis de desempenho semelhantes aos das economias desenvolvidas, houve uma aproximação gradual ao longo dos últimos 19 anos.
O resultado de São Paulo reforça esse cenário de avanços acompanhados de desafios. A segunda posição nacional e o desempenho acima da média brasileira nas três áreas colocam o estado entre os destaques do Pisa 2025 no país. Ao mesmo tempo, os dados nacionais demonstram que ampliar a aprendizagem, especialmente em matemática, ciências e compreensão de leitura, continua sendo uma das principais tarefas da educação brasileira.
