A votação sobre o “destombamento” do prédio da Escola Panamericana de Artes foi adiado nesta segunda-feira (27/4) durante a reunião realizada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). O presidente do órgão, Ricardo Ferrari, não esteve presente. Segundo o vice-presidente, Wilson Levy, que representa o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP), não seria possível realizar a votação porque o presidente pediu vistas ao processo. O novo adiamento da votação sobre o processo de “destombamento” do prédio da Panamericana, na Avenida Angélica, na região central de São Paulo, gerou revolta de representantes da sociedade civil. Pessoas que estiveram presentes e que defendem a obra do arquiteto Siegbert Zanettini entendem que essa é uma manobra para desmobilizar a população em relação à pauta. “Protesto em nome da sociedade civil. Não é possível mais um adiamento, depois de toda mobilização. As pessoas param o seu trabalho, se interessam para exercer o direito constitucional do controle dos atos públicos. Esse tipo de atitude é recorrente no Conpresp e eu quero denunciar publicamente”, disse o Cleiton de Paula, integrante do coletivo Pró-Higienópolis entre outras entidades, quando foi anunciado o adiamento. Levy então argumentou que uma votação com a presença do presidente poderia, eventualmente, ser favorável à manutenção do tombamento. “Trata-se de uma medida de cautela que respeita a medida de vista formulada pelo senhor presidente, que não entregou o voto para a deliberação na data de hoje”, disse. O arquiteto Zanettini, de 91 anos, esteve presente e lamentou o novo adiamento. Ele entregou uma manifestação da direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-SP) favorável à manutenção do tombamento, ocorrido em 2024

A discussão em torno do futuro do prédio da tradicional Escola Panamericana de Artes voltou a mobilizar arquitetos, representantes da…