Dramaturgo e escritor norte-americano apresenta sua produção literária e participa de sessão de autógrafos durante o evento
O escritor e dramaturgo norte-americano Peter Hays participa da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde apresenta parte de sua produção literária e participa de encontros com leitores.
O autor estará na programação do evento no dia 11 de setembro, às 15h, na Praça de Autógrafos da Bienal. Também participará de atividades no estande 12 da Labuck, na Travessa Literária.
Com formação em teatro e escrita dramática, Hays possui Mestrado em Belas Artes (M.F.A.) em Escrita Dramática pela Tisch School of the Arts, da Universidade de Nova Iorque, e graduação em Ciências do Teatro pelo Skidmore College.
Sua trajetória profissional inclui trabalhos como eletricista, carpinteiro, diretor literário e dramaturgo. Atuou na Ópera de Santa Fé, Ópera de Lake George, Capital Repertory Theatre e Soho Repertory Theatre, além de ter trabalhado, em diferentes períodos, com projetos relacionados a Grateful Dead, Peter Frampton, The Moody Blues, Twyla Tharp e Circle Repertory Theatre.
Hays também trabalhou durante vários anos no Writers Theatre of New Jersey, onde posteriormente assumiu a presidência do conselho de administração. Como dramaturgo, teve a peça Foreign Exchange encenada e recebeu uma bolsa de dramaturgia do Conselho de Artes do Estado de Nova Jérsia. Outras peças de sua autoria também foram produzidas ou apresentadas em leituras.
Parceria literária com Beti Rozen
Na literatura infantil, Peter Hays desenvolve trabalhos em parceria com a escritora brasileira Beti Rozen, sua esposa. Os dois fundaram a Sem Fronteiras Press, editora dedicada a livros relacionados à história e à cultura do Brasil e às experiências de imigrantes brasileiros no exterior.
Entre os trabalhos da dupla está Stolen Spirit, ilustrado por Graça Lima e publicado no Brasil pela Editora Melhoramentos com o título O Sonho do Guerreiro.
Também fazem parte da produção conjunta os livros Without Words (Sem Palavras) e Annabelle: A Child on the Way, ilustrado por Eliardo França.
Outro título, Gotta Find Froggy, foi publicado em espanhol pela Panamericana Editorial como Tenemos que Encontrar a Froggy. A obra posteriormente ganhou edição brasileira pela Editora Dimensão, com o título Temos de Encontrar o Froggy, e foi adotada pelo sistema escolar brasileiro.
Two Continents, Four Generations também recebeu edições em espanhol e português. No Brasil, o livro foi publicado pela Editora Brasil com o título Dois Continentes, Quatro Gerações.
Peter e Beti realizam ainda atividades em escolas nos Estados Unidos, Brasil e Colômbia.
Atuação no Espiritismo
Peter Hays também mantém atuação no movimento espírita nos Estados Unidos. É presidente do Grupo Espírita Amor e Luz, em Newark, Nova Jérsia, e participa de palestras e programas online relacionados ao Espiritismo.
Desde 2021, integra o conselho de administração da Federação Espírita dos Estados Unidos (USSF), como Diretor de Divulgação. Entre os programas dos quais participa estão Spiritism Talk Series e Psychology and Spirituality.
A temática espiritual também está presente em sua produção literária. Durante sua participação na Bienal, um dos destaques será a segunda edição em português de Annabelle: Uma Criança a Caminho.
Música e dança
Além da literatura e do teatro, Hays atua como guitarrista e ministra aulas para crianças e adultos. Também realiza apresentações ocasionais em lares de idosos e hospitais de veteranos.
Ao lado de Beti Rozen, pratica dança de salão há mais de dez anos. O casal participa de competições, apresentações e atividades em instituições para idosos por meio do Dance with Me Studios.
Presença na Bienal
Para Alex Bakalla, responsável pela participação da Labuck no evento, a presença do escritor amplia o intercâmbio cultural promovido pela Bienal.
“Peter Hays reúne experiências em teatro, dramaturgia, literatura e espiritualidade. A participação dele na Bienal aproxima o público brasileiro de um trabalho que também tem uma relação importante com a cultura e a literatura brasileiras”, afirma Bakalla.
A participação de Peter Hays na Bienal marca mais uma etapa de sua relação com o Brasil, país que está presente em parte significativa de sua produção literária ao lado de Beti Rozen.
