Golpe milionário: Polícia Civil desmantela esquema que desviou mais de R$ 14 milhões em São Paulo

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de três suspeitos envolvidos em um sofisticado esquema de fraude bancária que desviou mais de R$ 14 milhões de uma conta empresarial na capital paulista. A ação ocorreu nesta quinta-feira (23) e integra a segunda fase da Operação Infidelitas, que investiga crimes financeiros com atuação interestadual.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam celulares, computadores e veículos de luxo avaliados em cerca de R$ 4,5 milhões, além de R$ 145 mil em dinheiro. Ao todo, foram executados 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Três investigados foram detidos, enquanto outros dois permanecem foragidos, entre eles um ex-gerente de banco, um advogado e um contador apontados como peças-chave no esquema.

As ações ocorreram em diferentes regiões, incluindo a capital paulista, cidades da região metropolitana, interior de São Paulo e também no estado de Goiás. A amplitude geográfica reforça a complexidade da organização criminosa, que, segundo a polícia, atuava de forma estruturada e com divisão de funções bem definida.

De acordo com as investigações, o grupo teve acesso a dados sigilosos da empresa vítima com o auxílio de um ex-gerente bancário. A partir dessas informações, os criminosos utilizaram técnicas de engenharia social para assumir o controle da conta corporativa. Com o domínio do sistema, os valores foram rapidamente pulverizados por meio de transferências via TED, Pix e emissão de boletos.

Os recursos desviados eram encaminhados para contas vinculadas a empresas de fachada, estratégia comum em esquemas de lavagem de dinheiro. Essa movimentação rápida dificultava o rastreamento dos valores e visava ocultar a origem ilícita dos recursos.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados como forma de garantir eventual ressarcimento e interromper o fluxo financeiro do grupo. A Polícia Civil aponta que o esquema envolvia não apenas fraude bancária, mas também práticas de lavagem de dinheiro, com atuação em mais de um estado.

As autoridades seguem aprofundando as investigações para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e mapear a extensão completa do prejuízo causado. A expectativa é que novas fases da operação sejam deflagradas nos próximos meses.

O caso acende um alerta para empresas sobre a importância da segurança digital e da proteção de dados bancários, especialmente diante do avanço de golpes cada vez mais sofisticados no ambiente financeiro.